30 anos a construir um lugar

Nós fazemos lugar.
Fazemos o lugar com as mãos sujas, o sol no telhado, o pó do barro no ar, e as conversas que se colam às nossas paredes.
Há trinta anos que Montemor-o-Novo é território de experimentação, de resistência e de invenção. Por aqui passaram pessoas, técnicas, máquinas pesadas, máquinas inventadas, ideias frágeis, sonhos grandes e obras que só existem porque o tempo lhes deu oportunidade.

Celebrar 30 anos não é olhar para trás.
É perceber que cada tijolo, cada oficina, cada forno aceso, cada performance, cada livro impresso, é futuro em forma de matéria.

Somos uma associação, mas também uma casa. 
Somos escola, arquivo, refúgio, campo de provas, espaço de espera, tentativa e falha, um lugar de fermentação para causas e desejos coletivos. Somos memória coletiva moldada nas mãos de quem faz e de quem observa. 

Ao longo de três décadas, aprendemos que a arte é um lugar que se constrói — devagar, com paciência, com falhas, com gente. E que um lugar só existe enquanto alguém o cuida.

Por isso, em 2026, celebramos o que não cabe numa fotografia: celebramos processos, gestos, encontros, raízes, e tudo o que ainda está por vir.

Trinta anos depois, continuamos a perguntar:
Como se faz um lugar?
E continuamos a responder da mesma forma:
fazendo.


De forma a comemorar estes 30 anos de construção em conjunto, lançamos o ARQUIVO VIVO – uma iniciativa onde pretendemos criar um arquivo que contemple as memórias de quem viu este lugar a ser criado, transformado e utilizado, um arquivo que reúna as várias experiências que se realizaram por aqui a partir do olhar de quem as viveu.

Ainda não sabemos onde isto nos vai levar nem qual será o objeto final, mas como tudo o que temos feito, acreditamos que nos levará a um lugar de partilha, de construção e de criação. No encontro dos imaginários e das vivências de cada um de nós, refletindo sobre o que já conseguimos fazer juntos, conseguiremos imaginar o porvir. 


Segue o nosso trabalho através das redes sociais

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