
Projeto escultórico centrado na relação entre o sol, o corpo e o tijolo.
A partir das propriedades térmicas do material (a sua capacidade de absorver, acumular e libertar calor) a artista irá cirar objetos sensíveis à exposição solar. Serão imaginados a partir de instrumentos como evaporímetros ou relógios solares, mas também de dispositivos quotidianos de proteção, como chapéus, toldos ou estruturas de resguardo.
Na produção artesanal do tijolo, quem forma o bloco bronzeia e transpira. A argila seca. O corpo também. Bebe-se água debaixo do telhado de tijolo, que é agora sombra e resguardo.
Interessa-lhe materializar os processos de secagem, evaporação, hidratação e repouso, que podem ser em si operações escultóricas. Os objetos serão informados pelo processo de trabalho do tijolo, bem como o clima de Montemor-o-Novo. (Por exemplo: o método de secagem em série pode informar a estrutura de uma escultura assente no chão.)
Irá experimentar diferentes dinâmicas de sombra-luz e hidratação-aridez com o material. Diferentes construções inspiradas no descanso, no lazer. Outras que comunicam com o sol, e energia ativa. As ideias serão exploradas tanto na forma, como na matéria.
O resultado da residência será um conjunto de esculturas concebidas para um espaço ao ar livre. Uma constelação de objetos que tornam visível a energia do corpo e do sol através da própria matéria. A residência culminará numa apresentação pública e partilha do processo com a comunidade.
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MAI 2026
OFICINAS DO CONVENTO
VENCEDORA DA BOLSA DE CRIAÇÃO ARTÍSTICA – TIJOLO
2026


