
Assault the Vaults é uma performance multimédia que escava as camadas do tempo — da origem da vida na Terra até ao presente panóptico de vigilância digital — para expor como o poder molda a memória e apaga histórias de corpos, vozes e cooperação.
Fabulando História e mitos, este assalto às tumbas e cofres propõe reabrir o arquivo fossilizado onde habitam as primeiras bactérias simbióticas, as sociedades neolíticas sem guerra, os deuses e fronteiras, as sereias que naufragam o colonialismo, as carpideiras que ritualizam a dor. O espetáculo questiona o que herdámos e o que nos foi imposto, para devolver ao presente uma história da vida e da solidariedade, em vez da história do poder.
Esta é a performance de estreia do novo álbum de Puçanga, através de imagens, música eletrónica, o som do canto, eufónio e spoken word. Um hack político e espiritual para corpos dormentes face ao extrativismo e violência contemporâneas.
O álbum (Assault the Vaults) conta com colaborações musicais de aCorda, Bdjoy, Durga Black, Ece Canli, Evaya, fe, João Pereira, Rezmorah, e Sainkho Namtchylak.
Ficha artística
Direção Artística, Performer e Música – Puçanga
Performers, Músicos e Vozes – André Viegas, João Pereira, Puçanga
Produção Executiva – Takhi
Direção de Arte, Cenários, Figurino – Mark Angelo Harrison
Criação e Edição Audiovisual – Luísa Homem
Desenho de Luz – Inês André Mateus
Créditos fotografia – Pedro_Jafuno
Conspiração Coreográfica – Mariana Tengner Barros
Segunda Câmara – Outros Ângulos
Co-Produção em Residência – O Espaço do Tempo
Financiamento e Apoios – Fundação GDA, Fundo Cultural da SPA, Centro Juvenil de Montemor-o-Novo, Município de Montemor-o-novo, Oficinas do Convento, Takhi, Amor Vil, Imp Print 23
Biografia
Vera Marques trabalha com música, multimédia e projetos culturais e educativos.
Licenciada em Cinema na ULHT (Lisboa) e Mestre em Teoria, Estética e Memória na Université Paris 8 e na Universidad de Buenos Aires. Em Buenos Aires, integrou o Curso de Composição Musical com Ricardo Cappellano no Conservatório Manuel de Falla. A Argentina transformou-a profundamente pela sua força popular e sua noção de memória histórica.
Na música, Puçanga é cantora, song-writer e produtora musical. Lançou o álbum Fazer da Trip Coração (2021) e o EP Impish (2022) e vários singles, como o Maldigo. A palavra Puçanga significa feitiço ou remédio caseiro. Uma voz forte funde-se com os tons dark e bassy de uma eletrónica experimental. Inspirada no folclore e em canções de resistência, a sua música explora questões de justiça social, feminismo e a eletricidade das emoções.
Co-fundou Vozes Itinerantes, uma plataforma de investigação sobre a potência afetiva e política da voz. Criou projetos educativos com temas sobre a memória histórica, antifascismo e direitos humanos.
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