
Durante a minha residência nas Oficinas do Convento, em Montemor-o-Novo, desenvolvi uma série de esculturas e imagens sobre painéis de azulejos em cerâmica para a minha exposição ix ocelli, apresentada na galeria FOCO, em Lisboa.
A investigação partiu da ideia da escultura como um corpo poroso e ressonante, capaz de albergar sistemas internos de circulação de água e ar. Através de processos de modelação, experimentação material, cozedura e montagem, explorei uma nova linguagem visual e formal.
O trabalho centrou-se na criação de corpos cerâmicos ocos, nos quais a água e o ar podem ativar fenómenos acústicos. Paralelamente, desenvolvi uma série de painéis de azulejos, investigando as possibilidades da superfície cerâmica, as suas texturas, esmaltes e transformações durante a cozedura.
A residência foi um espaço de experimentação entre a escultura, diferentes tipos de barro e técnicas cerâmicas, como a moldagem em gesso, além de uma exploração de multicozedura para trabalhar com esmaltes, a maioria baseados em óxidos.
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